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História da Escola

 
Baseado no texto de Dr. José Craveiro
 
Por Decreto de 20 de Dezembro de 1864, foram criadas as três primeiras Escolas Industriais do País: em Guimarães, Covilhã e Portalegre, doze anos depois da criação, por Fontes Pereira de Melo, do Instituto Industrial de Lisboa (com três graus: elementar, secundário e complementar) e da Escola Industrial do Porto (apenas com dois graus: elementar e secundário).

Era um tempo em que a instrução ainda não chegava aos portugueses que, segundo o Marquês de Pombal, constituíam o último escalão da sociedade: "os que, necessariamente empregados nos serviços rústicos e fabris, ministram o sustento dos povos e constituem os braços e as mãos do corpo político".

Sebastião José Carvalho e Melo reformou em sentido progressista a universidade, criou o ensino primário oficial (400 escolas) e a primeira escola comercial – a Aula do Comércio – destinada a formar os quadros indispensáveis à Administração do Estado e às Companhias Majestáticas. Contudo, entendia que, para ‘os braços e mãos do Corpo Político', bastava ‘a instrução dos párocos' – o catecismo da moral cristã.

O Marquês de Pombal considerava necessária a radical transformação da mentalidade nacional. Tendo vivido sete anos em Inglaterra, como diplomata, pôde aperceber-se de como a ‘arte da leitura' difundida nos países de religião reformada, se tornara instrumento de progressos culturais rápidos e profundos, com amplos efeitos no avanço das ciências e das técnicas e, por efeito destas, influentes no aumento dos meios de sustentação dos povos, em todos os domínios das suas necessidades.

Nos cem anos seguintes, a instrução primária de base pouco cresceu. Com o Liberalismo, instaurado em 1820, e restaurado em 1834, assistiu-se a um crescente interesse pela instrução pública.

O ensino industrial, apesar da criação de dois conservatórios de artes e ofícios, um em Lisboa e outro no Porto, estava ainda longe de dar os primeiros passos eficazes.

 
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